Corporativo03 Sep 2009 09:38 am

Em sua edição de 24 de Agosto de 2009, a revista Época traz uma matéria sobre as 100 melhores empresas para se trabalhar.
Entre os gráficos e quadros estatísticos, eu destaco o da página 124, que mostra o que o pessoal entrevistado mais valoriza, dentro destas empresas. Não me surpreendi em ver que a remuneração é o terceiro item mais valorizado pelos funcionários das 100 mais (20%). Em segundo lugar, a qualidade de vida, proporcionada pela empresa (36%) e, quase empatado, em primeiro lugar, o desenvolvimento profissional (38%).
A literatura sobre como melhorar a qualidade de vida de seus funcionários é vasta e farta entre livros e artigos. Empresários que não gostam muito de ler, podem contar com consultorias as mais competentes para ajudar a alcançar este objetivo.
O fato que se destaca é que agradar funcionário, fidelizá-lo, fazê-lo gostar do lugar em que trabalha, não precisa custar mais caro - não significa, em absoluto, aumentar o seu salário.
Obviamente, lidar com pessoas implica em estar atento a estas vicissitudes, como demonstra Flávia Jobstraibizer, gestora de projetos, em seu miniblog. Massificar a política da empresa para os seus funcionários não é o caminho. Como demonstra a pesquisa, 20% dos funcionários ouvidos preferem “a sua parte em dinheiro”. Até mesmo a minoria dos pesquisados (6%), que preferem a estabilidade, merecem a atenção, desde que estejam produzindo bons resultados para a corporação.
Dentro do escopo do Desenvolvimento Profissional, vou destacar a atitude da direção do Laboratório Sabin que instituiu, de acordo com a reportagem da revista, um programa que simula um plano de carreira, que permite a qualquer funcionário saber que competências precisa desenvolver, que caminho precisa percorrer, para chegar a ser supervisor, por exemplo.
Em recente artigo o, hoje célebre, Max Gehringer, chama a atenção para o fato de que “plano de carreira é obrigatório”.
De fato, em uma entrevista publicada no Diário do Nordeste, a 23 de Agosto de 2009, o consultor da Catho, uma das maiores recrutadoras do país, Israel Araújo chama a atenção para a importância do Plano de Cargos e Salários (PCS) e que este pode ser desenvolvido e implantado em menos de 6 meses.
O PCS faz parte do Desenvolvimento Profissional, citado na reportagem da revista Época, como o principal motivo de satisfação dos funcionários.
Israel Araújo ressalta as vantagens imediatas da implantação de um PCS, tais como a organização financeira e estrutural dos cargos, que permitem a “atração e retenção de talentos, além de otimizar resultados” e, por outro lado, sua obrigatoriedade, de acordo com Gehringer - simplesmente por que é justo.
Nada mais justo do que um profissional saber o que ele pode esperar da sua empresa, para a sua vida. Saber que critérios são exigidos para crescer dentro dela. Ser transparente com o seu funcionário é ser correta. Assim, a empresa conquista a sua confiança e este passa a fazer planos de longo prazo para a sua vida profissional dentro da corporação, passa a traçar metas a ser atingidas e aí investe toda a sua energia.

Linux and Open Source25 Mar 2009 05:12 pm

Eu vou partir do pressuposto de que você não só sabe o que é software livre como também sabe que esta expressão não é sinônimo de software gratuito.

Assim, antes de pensar em discorrer sobre economia na aquisição de softwares, vou escrever sobre a aquisição de softwares de forma mais inteligente - e isto, obviamente, vale para qualquer período. Não apenas o recessivo.

Custos baixos de aquisição, atualizações mais frequentes, largas margens de lucro, são vantagens associadas ao SL. Estes fatos se comprovaram nos últimos meses do ano de 2008 quando, em plena recessão americana, empresas como SugarCRM, Digium e Zenoss, conhecidas por adotar  e comercializar soluções neste modelo, tiveram lucros récordes. A Red Hat, uma grande empresa produtora de softwares, prestadora de serviços em tecnologia e mantenedora de uma tradicional distribuição Linux, anunciou lucros acima dos 500 milhões de dólares, já no fim do ano de 2008.

A situação do governo

No Brasil, não somente a esfera federal, como a estadual e a municipal prevêem quedas fortes nas arrecadações (empresas lucram menos e pagam, consequentemente, menos impostos). Ocorre que estas instituições estão entre as grandes compradoras de softwares legais. No mundo todo, a situação é semelhante - a hora é de economizar e apertar os cintos na esfera pública.
Para os municípios brasileiros está claro que haverá reduções drásticas nos repasses de verbas federais, tais como o fundo de participação.
“Custos” é um assunto que dá muito pano para manga na área da Tecnologia da Informação. Se, por um lado, o SL permite economizar na aquisição, outros custos continuam existindo. Instalação, suporte técnico, treinamento e etc, variam de acordo com a situação e devem ser adequadamente computados quando planejar a aquisição de software novo.

Transição

A recomendação de alguns especialistas é fazer a transição por partes, passo a passo, ou seja, trocar os softwares proprietários por livres aos poucos.
Outros defendem que a mudança que tiver que ser feita, seja feita logo. Mudar é sempre traumático e alegam que ficar com um pé numa situação e outro pé noutra, significa gastar dinheiro e energia nestas duas situações.
Embora eu concorde com esta segunda alegação, acredito que as coisas não têm necessariamente que acontecer desta forma. É possível continuar usando Windows e substituir apenas os softwares de produtividade (Office, em outras palavras).
Um exemplo de mudança gradual é o da Polícia Nacional da França (Gendarmerie Nationale) que trocou o Microsoft Office pelo OpenOffice em 2005 e, agora, evitando fazer o upgrade para o Windows Vista, iniciou a migração de seus PCs para o Ubuntu Linux, em um processo que deve se estender até 2015 e estima-se que trará uma economia de mais de 50 milhões de Euros.

BrOffice

De longe, este é o pacote de softwares livres mais popular atualmente. Adaptação ao mercado nacional do pacote OpenOffice, traz junto consigo uma planilha, um gestor de banco de dados, um programa para fazer gráficos vetoriais e um poderoso editor de textos que permite, entre outras coisas, criar arquivos PDF com o clique de um botão, além de ler todos os arquivos do MS Office (os softwares mudam, mas as pessoas continuam a trabalhar do ponto em que pararam).
Por este caminho, é possível fazer uma transição gradual e na medida certa para não sobrecarregar a equipe de suporte técnico e causar o mínimo de impacto na sua base de usuários.

Linux07 Jan 2009 04:50 pm

Após 22 meses em desenvolvimento o novo Debian GNU/Linux versão 5.0 foi lançado ( download ) e disponibilizado em diversas mídias. O Debian GNU/Linux é um sistema operacional livre, de código aberto, com suporte a até 12 arquiteturas de processadores e inclui o KDE, GNOME, Xfce e o LXDE como gerenciadores de janelas ou desktop environments.

O que há de novo no Debian GNU/Linux 5.0

O processo de instalação foi melhorado em diversos aspectos. Suporte a instalação a partir de um ou vários CDs/DVDs ou, ainda a partir de um cartão minimalista de 30mb (o restante dos programas pode ser baixado via rede local ou internet). Há ainda o suporte à instalação em Braille.

Além disto o novo sistema de instalação tem suporte a nada menos que 63 idiomas. Seguem outros pontos interessantes na nova versão:

  • 23,000 softwares de código aberto - continua sendo, portanto, o sistema operacional com maior número de softwares empacotados.
  • K Desktop Environment 3.5.10 (KDE)
  • GNOME desktop environment 2.22.2
  • OpenOffice.org 2.4.1 (suíte de aplicativos de produtividade para escritório)
  • GIMP 2.4.7 (software de edição de imagens)
  • Iceweasel 3.0.6 (versão alternativa e 100% compatível com o espírito de liberdade característico no Debian do Firefox)
  • Icedove 2.0.0.19 (versão alternativa do cliente de email Thunderbird)
  • PostgreSQL 8.3.6, MySQL 5.0.51a (bancos de dados)
  • GNU Compiler Collection 4.3.2
  • Linux kernel version 2.6.26
  • Apache 2.2.9, Samba 3.2.5, Python 2.5.2 and 2.4.6, Perl 5.10.0, PHP 5.2.6, Asterisk 1.4.21.2, Emacs 22, Inkscape 0.46, Nagios 3.06
  • Xen Hypervisor 3.2.1 (dom0 as well as domU support)
  • OpenJDK 6b11