As 100 melhores empresas para se trabalhar - minha análise.
Em sua edição de 24 de Agosto de 2009, a revista Época traz uma matéria sobre as 100 melhores empresas para se trabalhar.
Entre os gráficos e quadros estatísticos, eu destaco o da página 124, que mostra o que o pessoal entrevistado mais valoriza, dentro destas empresas. Não me surpreendi em ver que a remuneração é o terceiro item mais valorizado pelos funcionários das 100 mais (20%). Em segundo lugar, a qualidade de vida, proporcionada pela empresa (36%) e, quase empatado, em primeiro lugar, o desenvolvimento profissional (38%).
A literatura sobre como melhorar a qualidade de vida de seus funcionários é vasta e farta entre livros e artigos. Empresários que não gostam muito de ler, podem contar com consultorias as mais competentes para ajudar a alcançar este objetivo.
O fato que se destaca é que agradar funcionário, fidelizá-lo, fazê-lo gostar do lugar em que trabalha, não precisa custar mais caro - não significa, em absoluto, aumentar o seu salário.
Obviamente, lidar com pessoas implica em estar atento a estas vicissitudes, como demonstra Flávia Jobstraibizer, gestora de projetos, em seu miniblog. Massificar a política da empresa para os seus funcionários não é o caminho. Como demonstra a pesquisa, 20% dos funcionários ouvidos preferem “a sua parte em dinheiro”. Até mesmo a minoria dos pesquisados (6%), que preferem a estabilidade, merecem a atenção, desde que estejam produzindo bons resultados para a corporação.
Dentro do escopo do Desenvolvimento Profissional, vou destacar a atitude da direção do Laboratório Sabin que instituiu, de acordo com a reportagem da revista, um programa que simula um plano de carreira, que permite a qualquer funcionário saber que competências precisa desenvolver, que caminho precisa percorrer, para chegar a ser supervisor, por exemplo.
Em recente artigo o, hoje célebre, Max Gehringer, chama a atenção para o fato de que “plano de carreira é obrigatório”.
De fato, em uma entrevista publicada no Diário do Nordeste, a 23 de Agosto de 2009, o consultor da Catho, uma das maiores recrutadoras do país, Israel Araújo chama a atenção para a importância do Plano de Cargos e Salários (PCS) e que este pode ser desenvolvido e implantado em menos de 6 meses.
O PCS faz parte do Desenvolvimento Profissional, citado na reportagem da revista Época, como o principal motivo de satisfação dos funcionários.
Israel Araújo ressalta as vantagens imediatas da implantação de um PCS, tais como a organização financeira e estrutural dos cargos, que permitem a “atração e retenção de talentos, além de otimizar resultados” e, por outro lado, sua obrigatoriedade, de acordo com Gehringer - simplesmente por que é justo.
Nada mais justo do que um profissional saber o que ele pode esperar da sua empresa, para a sua vida. Saber que critérios são exigidos para crescer dentro dela. Ser transparente com o seu funcionário é ser correta. Assim, a empresa conquista a sua confiança e este passa a fazer planos de longo prazo para a sua vida profissional dentro da corporação, passa a traçar metas a ser atingidas e aí investe toda a sua energia.
